Pesquisadora do PPGE ganha Prêmio Capes de Tese

A pesquisadora Larissa Silva Queiroz, autora da tese Método para Avaliação do Patrimônio Geomorfológico de Geoformas em Rochas, foi agraciada na edição 2026 do Prêmio Capes de Tese, na área de Geografia. Anunciada oficialmente como vencedora na manhã do dia 27 de agosto, a tese foi desenvolvida pela pesquisadora no Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGE) do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) da UFRN. A premiação é organizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Voltado à geografia do RN, o estudo buscou avaliar os valores científico, estético e cultural de plútons – massas de magma que, em geral, resfriaram lentamente, dando origem a rochas ígneas, como granito e gabro – localizados na Suíte Intrusiva Itaporanga.
“Um diferencial da metodologia é considerar a pareidolia, ou seja, a capacidade que as pessoas têm de reconhecer formas e figuras conhecidas em determinadas feições das rochas”, atenta Larissa. Parte significativa das rochas do RN é pouco estudada cientificamente, ao passo que desperta a imaginação e a curiosidade dos habitantes. “A aplicação desse método pode contribuir para reconhecer esse geopatrimônio e subsidiar ações de geoconservação e geoturismo”, reforça a pesquisadora.

A pesquisa de Larissa também se dedicou a destacar geossítios locais, especificamente na Suíte Intrusiva Itaporanga – conjunto de rochas formadas a partir de plútons e localizado no Nordeste brasileiro –, realizando uma análise da geodiversidade local. Dessa forma, a pesquisadora também dimensionou a importância histórica e a identidade cultural dos povos locais, contribuindo para ampliar a compreensão sobre o patrimônio geomorfológico.
“Identificamos que os locais estudados possuem geoformas dotadas de valor científico, […] no entanto, muitos desses locais ainda apresentam diferentes níveis de proteção e vulnerabilidade. Além dos processos naturais de degradação, algumas geoformas estão sujeitas a impactos relacionados às atividades humanas e à falta de medidas específicas de proteção”, observa a aluna premiada.
A pesquisa de Larissa recebeu orientação do professor Marco Túlio Diniz, docente do Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres), e coorientação de Jacimária Fonseca de Medeiros, docente do Departamento de Geografia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

“Estamos extremamente felizes e satisfeitos com essa premiação. Larissa tem pelo menos dois artigos internacionais de alto impacto, que são resultado da grande inovação do trabalho dela. E foi considerado um trabalho inovador, inclusive internacionalmente”, ressalta o orientador. Por tenderem a ser vistas como formações muito resistentes, segundo Túlio, em geral, as pesquisas científicas não dão tanta importância à fragilidade dessas formações. “Agradeço demais a participação da professora Jacimária Medeiros, que foi orientadora dela na graduação, no mestrado e que foi coorientadora desta tese de doutorado também”, afirma.
Além de Larissa, outros 48 vencedores foram premiados em universidades de todo o país. A lista da Capes também contemplou 96 menções honrosas.
Criado em 2005, o Prêmio Capes de Tese reconhece os melhores trabalhos de doutorado desenvolvidos em programas de pós-graduação de todo o país. Entre os critérios de avaliação, a Capes considera a originalidade, a relevância e o valor agregado pelo trabalho ao sistema educacional.