Museu Câmara Cascudo promove reencontro entre comunidade de Sibaúma e artefatos históricos
O Museu Câmara Cascudo (MCC) recebe, nesta quinta-feira, 2, representantes da Comunidade de Sibaúma para um reencontro com artefatos da cultura material do território. A ação é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa Cultura, Identidade e Representações Simbólicas (Cirs), do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (PPGAS/UFRN), e busca promover discussões sobre o tombamento de um sítio com reminiscências de antigo quilombo e a instalação de um centro de memória na localidade, situada a 88 quilômetros de Natal.
Os artefatos históricos incluem fragmentos de louças e faianças, moedas de diversos períodos, ferramentas de pedra polidas e lascadas, além de cachimbos, reunidos na década de 1990, retirados da comunidade e entregues ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como materiais “presumivelmente arqueológicos”. Atualmente, o material está sob guarda temporária no Museu Câmara Cascudo e deve passar por diversas análises e processos curatoriais para compor um relatório técnico que será apresentado ao órgão federal. Somente após esse processo será definida a destinação do acervo. Ainda não há prazo para a realização deste trabalho.
Além de representantes do setor de Arqueologia do MCC, participam do debate técnicos do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan e representantes de outros órgãos, como o Ministério Público Federal (MPF), em uma conversa que deve explicar o papel do museu na preservação e análise do material, além dos trâmites e procedimentos necessários para garantir o reconhecimento oficial do sítio histórico.
Além da atividade desta quinta-feira, o Museu Câmara Cascudo realiza uma série de atividades, eventos e visitas especiais para grupos de comunidades que possuem acervo representado nas diversas coleções, principalmente de Arqueologia e Estudos Culturais. O objetivo é reconectar o patrimônio com seus detentores como comunidades indígenas, quilombolas e povos tradicionais do território do Rio Grande do Norte.
Desde 2022, participaram dessas ações grupos dos municípios de Canguaretama, Ceará-Mirim, Goianinha, Macaíba e São Tomé. Os grupos visitaram as reservas técnicas, entraram em contato direto com os acervos e ainda participaram de discussões e debates que colaboram com a pesquisa e produção de conhecimento do acervo.
Fonte: Portal da UFRN